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Jovem de Wenceslau Braz parte em viagem pelo país para realizar sonho de conhecer as belezas do Brasil

Entre trilhas, montanhas e escolhas, Pedro Luan fez da natureza seu caminho e do horizonte o seu destino, percorrendo os destinos mais impressionantes do país

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Jovem de Wenceslau Braz parte em viagem pelo país para realizar sonho de conhecer as belezas do Brasil

Sonhar nunca foi algo simples. Exige coragem, exige escolhas e, muitas vezes, significa seguir na contramão do que é esperado. Enquanto muitos guardam seus sonhos em silêncio e optam por caminhos previsíveis - sair de casa, ir para o trabalho e voltar, sem grandes rupturas -, Pedro Luan decidiu calçar as botas, colocar a mochila nas costas e, literalmente, escalar o próprio rumo.

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Natural de Wenceslau Braz, no Norte Pioneiro do Paraná, Pedrão, como é conhecido, fez da natureza o seu lar temporário e do horizonte o seu maior convite. Aos 31 anos, ele atravessa alguns dos cenários mais impressionantes do Brasil com o coração aberto e os pés no chão, longe da pressa de quem apenas coleciona fotos, perto da essência de quem sente o vento, escuta o silêncio e aprende com cada trilha que a vida coloca no caminho.

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As primeiras aventuras a gente nunca esquece e, para Pedro, elas começaram cedo. Em entrevista à Folha, ele relembra as molecagens da infância, ainda em Wenceslau Braz, quando escapava do olhar atento da mãe para explorar os arredores da cidade. “Sou apaixonado pela natureza desde pequeno. Cresci explorando onde nasci, fugindo da mãe para ir escondido aos rios e cachoeiras. Com o tempo, essa paixão só aumentou”, contou.

Cresci explorando onde nasci, fugindo da mãe para ir escondido aos rios e cachoeiras. Com o tempo, essa paixão só aumentou”

Com o amor pela natureza crescendo a cada passo, Pedro decidiu transformar a própria vida em um livro de aventuras. Passou a explorar montanhas, encarar trilhas e até reinventou o próprio carro, adaptando-o como um “motorhome”, para passar mais tempo na estrada e seguir sem pressa, sempre em direção à onde o coração mandar.

“Em 2016, fiz minha primeira viagem sozinho em busca de um sonho: subir o Pico Paraná, a montanha mais alta do Sul do Brasil”, relembra Pedro. A estreia não foi fácil. A trilha foi encarada em meio à chuva, com pouca visibilidade e clima instável. “O tempo estava muito ruim naquele dia.”

O que parecia o início de um fracasso, no entanto, acabou se transformando em um divisor de águas. A previsão indicava sol apenas para o dia seguinte, e a noite foi dura. “Passei frio, chuva e medo. Em vários momentos me questionei o que estava fazendo ali, sozinho, naquela montanha.”

O amanhecer mudou tudo. “Quando o sol surgiu no horizonte, foi como uma cena de filme. Minhas energias se renovaram naquele instante. Ali eu entendi que era isso que eu amava fazer, e que era a isso que eu dedicaria a minha vida.”

Dali em diante, a paixão pela aventura só ganhou força. Pedro decidiu transformar o próprio carro, um Fiat Punto, em uma espécie de “motorhome”, adaptado para a vida na estrada e para alcançar os lugares que sempre sonhou conhecer.

São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro estão entre os estados que já cruzaram seu caminho, em jornadas marcadas por montanhas, trilhas e paisagens de tirar o fôlego. Só em 2025, Pedro passou por 20 destinos diferentes, entre cachoeiras, mirantes, picos e outras belezas naturais espalhadas pelo Brasil.

Uma das aventuras mais marcantes do último ano foi a visita ao Peito do Pombo, no Rio de Janeiro. Após horas de caminhada, Pedro e os companheiros perceberam que haviam entrado por um caminho desativado, o que consumiu energia e quase colocou em risco o principal objetivo da jornada: acompanhar o nascer do sol.

“Saímos de Nova Friburgo por volta das 22h, com destino a Sana, e começamos a trilha à meia-noite. Acabamos pegando um trecho fechado, cheio de árvores caídas e espinhos, e ficamos mais de uma hora ali sem saber”, relembra. Apesar do desgaste, o grupo manteve o ritmo e chegou ao cume antes das 4h da manhã. “O cansaço valeu a pena. O amanhecer foi incrível.”

Depois do espetáculo, veio o ritual clássico da montanha: café passado na hora, pão com ovo e a certeza de que, na aventura, errar o caminho também faz parte da história.

Hoje, Pedro vive em Nova Friburgo, cidade cercada por montanhas e trilhas. Entre a rotina de trabalho em uma autopeças e jornadas por paisagens impressionantes, ele leva uma vida fora do óbvio, e prova que escolher o próprio caminho também é uma forma de mostrar que sonhos podem, sim, ser alcançados.

 

Pedro nos Portais de Hércules, em Parnaso, no Rio de Janeiro. Foto: Arquivo Pessoal

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