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Quem mora em uma casa com grande proximidade de um rio ou córrego, está sempre atento às nuvens e apreensivo diante das chuvas que podem trazer danos para sua moradia. Tão preocupados quanto os moradores, ficam os prefeitos dessas cidades imaginando como solucionar o problema e evitar que novas catástrofes fluviais ocorram.
Por ter um rio que corta a cidade, Jaguariaíva já foi palco de muitas inundações e enchentes causadas pelas fortes chuvas ao longo dos anos. A posição de alguns locais acaba desfavorecendo o município quando chove, um exemplo é a Rua Rafael Petrucci que está a apenas 1,5 m acima do nível do rio. No entanto, no início do mês de junho, o resultado das ações preventivas foi positivo e deixou visível a importância dos serviços de limpeza e canalização da água prestados pela prefeitura.
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A administração do prefeito Juca Sloboda (PHS) tem intensificado as ações para inibir a ação degradante das chuvas no município, pois após uma chuva de 138 mm em menos de 48 horas no último dia 2, os prejuízos ficaram praticamente limitados à mobilidade urbana e rural.
Quem acompanhou o levantamento dos prejuízos foram os setores de Infraestrutura e Habitação da prefeitura, além de equipes da Defesa Civil municipal e do Estado que, realizaram a verificação em poucas horas, constatando deslizamentos, queda de cabeceiras de pontes e estradas danificadas.
Segundo a Defesa Civil, a cheia do rio derrubou uma ponte e uma passarela na área urbana; duas cabeceiras de pontes na área rural, além de danificar quilômetros de estradas rurais. “Algumas pessoas tiveram de sair de suas casas, contudo foi por pouco tempo e sem estragos permanentes, a maioria dos atingidos reside muito próximo ao córrego e suas casas já estão sendo monitoradas pelos setores competentes”, explica Juca.
Outra proposta que já está em andamento é a retirada das famílias que ainda estão vivendo em áreas de risco. “A Defesa Civil está realizando o cadastramento desses grupos para que possam angariar junto ao Governo do Estado um programa para encaixar esses moradores”, cita Juca.
Os serviços de drenagem realizados nas proximidades do Bairro Lagoão, por exemplo, evitaram que casas e creches fossem inundadas, bem como a dragagem (ampliação) do rio no centro da cidade. “Esse local sofria alagamentos com apenas 60 mm, e desta vez, com mais do dobro de volume, pelo serviço preventivo realizado não houve consequências nesse setor”, explica o prefeito.
Outros serviços como desassoreamento do Rio Capivari contribuíram para que o centro da cidade não fosse atingido pelo alto volume pluvial. A dragagem do rio aumentou o leito em quatro metros, o que amplia o escoamento e evita que o rio transborde. “Uma canalização adicional de água está a caminho para evitar que haja enchentes no centro da cidade. Somando um investimento de mais de R$ 1 milhão, os materiais já foram adquiridos e o serviço começa em breve”, garantiu Sloboda.
É importante ressaltar que os serviços realizados ao longo dos meses, foram realizados com máquinas, como uma retroescavadeira elétrica comprada com recursos próprio, que trabalhou por cerca de quatro meses para evitar que o rio transbordasse mediante as chuvas. “Queremos melhorar ainda mais a drenagem e dragagem do rio, inclusive no centro da cidade, isso evita danos para moradores e para a administração”, finaliza o prefeito.
O custo para a reestruturação de tudo que foi destruído com a chuva é de aproximadamente R$ 4,1 milhões, segundo o levantamento prévio da Defesa Civil.
ESTRADAS RURAIS
O setor que mais exige atenção no momento é o das estradas rurais que somam uma restruturação em cerca de 400 km da malha viária. “Assim que cessarem as chuvas e conseguirmos ter acesso às jazidas, iniciaremos o patrolamento e cascalhamento das estradas comprometidas”, comentou o Secretário de Infraestrutura e Habitação, engenheiro Sergio Cruz.
A restauração já iniciou e aguardava apenas a baixa no nível das águas, bem como o tempo bom para que as estradas voltassem a ser trafegáveis. “Estamos aquém dos prejuízos que poderiam ter ocorrido, mas sabemos que muito ainda tem de ser feito, pois não controlamos a força da natureza e não podemos remanejar o rio para outro local. O que nos resta é buscar recursos para adequar as zonas de risco.”